Talvez o problema não seja que os CMOs estejam desaparecendo. Talvez seja que, em muitas empresas, o marketing tenha sido reduzido antes mesmo do cargo perder espaço.
Quando marketing passa a ser entendido como campanha, postagem, mídia e geração de leads, ele deixa de participar de decisões que constroem valor muito antes da comunicação: produto, preço, atendimento, experiência, cultura, dados e inovação.
Nesse cenário, o título de CMO pode existir no organograma e ainda assim ter pouca influência real.
A fragmentação também aumentou. Growth assume aquisição. Produto assume experiência. Dados assumem mensuração. Customer Success assume relacionamento. Branding vira projeto pontual. E marketing fica tentando coordenar uma narrativa depois que quase todas as decisões já foram tomadas.
O problema é que marca não é uma camada aplicada no final. Marca é consequência do sistema inteiro.
Por isso, a discussão relevante não é defender um cargo específico. É perguntar: quem, dentro da empresa, tem responsabilidade e autoridade para integrar mercado, cliente, reputação, produto, comunicação e crescimento?
Se ninguém tiver, a empresa pode até produzir muito marketing — mas terá pouca estratégia de marca.
Na Severo7, enxergamos comunicação como parte de uma arquitetura maior. É por isso que branding, design, tecnologia, dados e automação precisam conversar. Não para transformar marketing em tecnologia, mas para evitar que cada área construa uma empresa diferente para o mesmo cliente.
O futuro do marketing talvez não esteja em proteger o território do CMO. Está em recuperar a capacidade de influenciar as decisões que criam valor.
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